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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Técnica VS. Criatividade

Para vocês entenderem meu ponto melhor, eu vou definir a minha visão de técnica e de criatividade.

Técnica – Entender quais cores, formas e tipos (estilos de fonte) agradam e atraem o seu púbico-alvo, para trabalhar com as formas mais indicadas e até mesmo poder ousar, trabalhando com contrastes, por exemplo. Também é sua habilidade com as ferramentas escolhidas para executar o serviço.
Criatividade – Ir além das expectativas, fazer o inesperado, ser pioneiro, inovador em algum aspecto ou no projeto como um todo. Utilizar as ferramentas em suas mãos para criar um resultado único.

É muito comum de ouvir de meus alunos e de pessoas com quem eu converso sobre meu trabalho a seguinte frase: “Eu não sirvo para trabalhar nesta área, não tenho criatividade”. Eu admito que o uso da criatividade pode nos salvar de muitos apuros, mas se vocês querem saber... não se utiliza a criatividade tanto assim. O que acontece, é que a criatividade é o ato de surpreender, nem sempre de maneira positiva, diga-se de passagem e serve também para que venhamos com soluções inesperadas para as necessidades dos nossos clientes.

Acontece que a maioria dos problemas dos clientes não são especiais a ponto de ser necessário o uso de elementos surpresa para solucioná-los. O que quero dizer é que quando um cliente seu pede um site, por exemplo, você deve pegar as referências da concorrência, analisar os pontos fracos e fortes, se basear nas cores, formas e estilos da empresa de seu cliente e do público-alvo e trabalhar em cima disso. Com esses dados em mão você pode trabalhar o seu layout e como você precisa das duas uma: Fazer um trabalho que seja familiar ao público-alvo ou a concorrência é tão ruim ou inexistente que você tem a oportunidade de fazer algo bem melhor e pode até “brincar de layoutar”.

Difícil é aparecer um projeto pioneiro e inovador onde você não tenha referências para começar, a ponto de fazer necessário o uso da criatividade. Na verdade, ao que minha experiência indica, é muito difícil do cliente deixar que você utilize sua criatividade de fato, ele geralmente vai te dizer como ele imagina o projeto, baseado no que ele conhece e acredite em mim, ele entende muito mais do negócio dele do que você... então, por mais brega que pareça suas idéias, escute-o, porque a palavra-final é dele, no final das contas.

Eu já estive em diversas situações onde acreditei que o meu pensamento era muito melhor que o deles e algumas vezes consegui convencê-los, mas eles que pagam a conta, não adianta discutir ou você vai passar diversos meses indo e voltando com o layout, porque na verdade, o que eles querem é alguém que coloque na tela, as imagens que ele vem sonhando desde que começou a idealizar seu negócio.

Quando o cliente for assim, façam do jeito que eles querem, terminem o projeto, recebam o dinheiro, mas não coloquem em seu portifolio, se, em uma escala de vergonha de 1 a 10, sua vergonha esteja de 7 em diante.

Acreditem em mim quando eu digo, estudem as técnicas, vejam o que “está na moda”, a moda agora é textura de fundo estilo “grunge” formatos abstratos e super-mega-fantásticos efeitos no Photoshop (GIMP pra quem é livre).

Criatividade é quase uma utopia e mesmo quando você possa trabalhar com a criatividade, você precisa das técnicas para executar o serviço, você TEM que saber quais cores e formas, fontes que vão bem pro projeto, mesmo que o resultado final seja pouco convencional.

Conclusão: 80% técnica, 20% criatividade para conquistar os clientes e o mercado.

Beijos galera.

domingo, 16 de agosto de 2009

Web 3.0 é a web de volta às origens (Conteúdo é rei novamente)!

Bom gente, esse post não é necessariamente sobre Joomla, mas é um assunto interessante, que é, o futuro da web. Para explicar como eu vejo o futuro da web, deixa eu falar do passado e presente.

A web começou como meio de troca de informações (conteúdo era rei), principalmente utilizado pelos acadêmicos e militares. Sem gandes novidades até aí, é por isso que a estrutura HTML é tão simples, a idéia era publicar artigos, textos, livros e não havia ainda o conceito de websites. Em livro, você não tem um menu fixo onde você clica no topo da página e vai para capítulo 10 ou 05, por isso que para criar um site você tem que repetir a estrutura HTML e mudar apenas o conteúdo. Mas em um livro, você tem um index, que mostra as páginas das partes principais do livro e na web, você poderia clicar em um link para ir pra outro lugar. Se você observar bem, você tem nas tags HTML a possibilidade de estruturar um livro. Mas, como o HTML puro é bem sem graça, a possibilidade de cores, fontes e outras coisas surgiram ao longo dos anos.

Todavia, os visionários enxergaram na web a oportunidade de mostrar e vender qualquer coisa e, como qualquer nova tecnologia na moda, qualquer coisa começou a ser feita. Ter página na web era status, não importava que tipo de coisa você teria, era mais "moderno" quem tinha página. Isso foi um passo importante, porque foi aí que as tecnologias para web começaram a ser desenvolvidas, para atender as "necessidades" dos clientes, flash entrou em cena, fazendo pirueta, linguagens dinâmicas ficaram famosas por fazer coisas impossíveis para o HTML que era a INTERATIVIDADE!

Pronto, nasce o conceito de web 2.0, uma web participativa, onde todo mundo pode e deve dar sua opinião, seguir tendências na área, todo mundo pode agora ter um e-commerce, um blog, um site, aliás... site não é mais status agora, site agora é até passado. Quem quer um sitezinho, estático, sem graça, com 5 links? Ninguém! A onda agora é sistemas online! Nessa onda, surgem entre outras coisas, os famosos CMS (Content Management System) ou sistema de gerenciamento de conteúdo, onde qualquer um consegue em pouco tempo criar um sistema online refinado, utilizando meu amorzinho (o Joomla!) ou outros CMS. Juntamente com essa tendência de interatividade, milhões de lixo na web, os sites de pesquisa começaram a refinar seu sistema de busca, dando por destaque o CONTEÚDO! Sim, ele mesmo! É preciso se destacar, é necessário construir armadilhas para fisgar seus visitantes. Como no caso da doceira que faz um site de receitas para mostrar uma área de encomenda "Você não tem tempo para fazer o bolo da sua filha? A gente faz para você!", ou como no caso da professora de Joomla! que faz um blog sobre Joomla! para adquirir credibilidade, se divulgar e conseguir alunos! =D hehehehehehe

Brincadeiras à parte, nessa hora, entra o SEO (Search Engine Optimization) e suas regras e vertentes para ser encontrados com mais facilidade. Eita! falando em facilidade, usabilidade é super importante nessa era 2.0 e assim como acessibilidade também! E como tudo na web muda muito rápido... Eita... Tadinho do flash... começou a ser um pouco abandonado, perder espaço, de elemento que fazia a página toda... agora ele virou um topo, ou um banner... Isso tudo porque: É pesado, fazê-lo acessível não é tão fácil ,só roda se tiver flash player, ver um site em flash num iphone ou coisa do tipo não é muito legal (aliás o flash player do linux é horrível e o número de usuários linux tá aumentando, ou seja, site mal visualizado é mensagem mal recebida), leitores de tela não têm (tinha, sei lá) como ler o flash muito bem e google até a última vez que pesquisei, era capaz de ler e indexar o swf principal, mas incapaz de encontrar os swf externos, e como flash é pesado, sempre se usa swf externo. Na verdade, falando em indexação, o Google virou quem dita as modas da web. Foi por causa dele que eu descobri que fazer site com frame não era legal (sim, eu fazia com frames ¬¬), você é capaz de encontrar pelo Google apenas um menu ou um topo de um site utilizando frames, o que era horrível, porque terminava sendo fim-de-linha para os usuários, que não sabia que era só colocar index.html lá em cima e pronto. É uma pena, porque foi o mais perto de include que o html já chegou! Hahahahahaha e aí entrou a moda das tabelas no lugar.

Através do Google também, foi que descobrimos o que era semântica, acessibilidade e a importância de se pensar nos deficientes visuais. Sim, porque eles e pessoas com dificuldades motoras existem e precisamos olhar por elas, se não para garantir o direito humano de acesso à informação, pode ser também por pensar que empresários com tecnologias móveis, sem tantos recursos estãos utilizando esses meios cada vez mais, ou, de maneira mais egoísta, se fizermos pensando em acessibilidade, a quantidade de visitas aumenta, porque o Google nada mais é que um mega leitor de tela, ou seja, aumentar a visualização no Google é também a chance de retorno do negócio mais alta!

*Entra um leitor furioso* Ô, Jennifer... E a danada da web 3.0, cadê?

*Jennifer dá um tapinha nas costas do leitor* Er... era só linkbaiting... =D!

Na verdade, este post é para falar da importância do conteúdo na web. Para se destacar, é importante oferecer informações valiosas, porque, só há duas coisas que sempre terão um grande valor no mercado: Sexo e Informações. Como a maioria da população (me incluindo nessa) não tem o corpo bom ou a cara-de-pau para sair por aí vendendo seu corpo, o que podemos fazer é oferecer informações para atrair consumidores e planejar para que possamos vender nossos serviços/corpos e produtos quando o usuário estiver na nossa.

Você tem mais chance de aparecer no Google, se você tiver mais conteúdo no ar, se este conteúdo for de qualidade. Um site sem visitante, é shopping sem gente dentro. Em resumo, esse post todo é para dizer: "Conteúdo é rei novamente!".

O Joomla! tem várias ferramentas que ajudam no SEO. Aproveitem!

Ah! Só para meu leitor ranzinza não sair triste comigo, acredito que web 3.0 virá com o desenvolvimento e utilização de ferramentas VRML (Virtual Reality Markup Language). O próximo nível é você entrar numa loja virtual de móveis e poder escolher cor/textura do objeto, de acordo com as disponíveis e poder girar o objeto, montar uma espécie de sala, onde você poderia escolher os objetos e montar como seria sua sala, por exemplo, colocando móveis em posição correta, depois, adicionar ao carrinho e comprar! Até lá é tudo apenas reformulação do que já existe.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Lorem Ipsum Sit Amet... de onde surgiu?

Olá gente, sempre que estou dando minhas aulas ou criando meus layouts, para não perder tempo gerando conteúdo, eu sempre recorro ao famoso "Lorem ipsum sit amet" no site www.lipsum.com, nele, você pode gerar textos aleatórios, dando por parâmetros, número de palavras, parágrafos e outras variáveis. Daí surgem as questões:

O que é Lorem ipsum sit amet?
É um texto baseado em latim, que é utilizado desde 1500 pela industria tipográfica, aparentemente para testes e ajustes das máquinas de impressão. Como por exemplo: tamanho, tipo de fonte e outras características recorrentes a tipografia que seria impressa. Foram misturadas palavras aleatórias para se escrever uma espécie de livro.

De onde vem?
Ao contrário da crença popular, o Lorem Ipsum não é simplesmente texto aleatório. Tem raízes numa peça de literatura clássica em Latim, de 45 AC, tornando-o com mais de 2000 anos.

Lorem Ipsum vem das secções 1.10.32 e 1.10.33 do "de Finibus Bonorum et Malorum" (Os Extremos do Bem e do Mal), por Cícero, escrito a 45AC. Este livro é um tratado na teoria da ética, muito popular durante a Renascença. A primeira linha de Lorem Ipsum, "Lorem ipsum dolor sit amet..." aparece de uma linha na seção 1.10.32.

Trechos retirados da tradução feita em http://pt.lipsum.com/

Por que usar?
Digo por experiência, mas já foi comprovado, que, quando você pede para alguém avaliar uma mancha gráfica (área delimitadora de impressão) seja na web ou em impresso, se você colocar um texto legível, esta pessoa vai tentar compreender o texto (é intríseco a quem sabe ler, tentar entender o que está escrito) ao invés de analisar características do texto (E.g: tipologia, tamanho, espaçamento entre caracteres, palavras e linhas, alinhamento e etc.).

Veja minhas tentativas antes de chegar no Lorem ipsum... Deixava claro que o texto não era necessariamente para o site e que ele precisava me mandar um texto para que eu substituisse.
  1. Criava um texto qualquer sobre a empresa e o cliente ao invés de analisar a mancha gráfica, fazia críticas ou elogios ao texto.
  2. Passei a utilizar trechos de poesia ou letras de música. O cliente me perguntava: "-Por que meu site vai ter uma música?" ou "Só não entendi o porque dessa poesia aqui".
  3. Passei a utilizar NonNonNon. Este uso confundia o cliente que não conseguia avaliar o que eu pedia.
  4. Passei a utilizar "Área de conteúdo" apenas para marcar onde haveria conteúdo, utilizando a fonte final. O cliente não conseguia avaliar devido à pequena quantidade de informações.
  5. Passei a utilizar o Lorem Ipsum. O cliente tenta ler, desiste, tem uma noção de como a mancha gráfica será estabelecida e depois de conversar sobre outras coisas não se aguenta de curiosidade e pergunta: -"O que esse texto quer dizer?". Eu respondo feliz da vida: "-Que você não deve tentar entendê-lo, pois é embaralhado, com palavras em latim, utilizado apenas para que você perceba a forma que o seu conteúdo será apresentado"
Bom, o lorem ipsum funciona pra mim. Este post não é necessariamente ligado ao Joomla!, mas como eu disse no meu primeiro post, este se enquadra no "falar sobre os assuntos dos quais tenho conhecimento". É importante para todos que precisem definir uma mancha gráfica (criando panfletos, sites).

Este meu post de hoje, foi baseado no conteúdo do site lipsum e em pesquisas na internet.

e viva o "Lorem Ipsum"!